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Sobre Improviso, Beba

Considero um trabalho, da série Reorganizações Urbanas, com um caráter de improviso quando esse surge da relação local e direta entre: o proponente e o material encontrado.

O fenômeno existindo como tal.

Esses materiais podem ser encontrados ao acaso ou podem ser vistos anteriormente.

O que não deve existir, para que haja o improviso, é uma conceituação formal a priori. Digo a priori, pois, obviamente, haverá uma apresentação formal dessa ação improvisada. Mas essa existirá do jogo estabelecido entre as duas partes. Será antes um registro de uma relação, do que uma maneira estabelecida de se relacionar.

Portanto, as Reorganizações Urbanas possuem por essência, dois caminhos distintos processuais.

Um que tem em sua origem estratégica de feitura, desenvolver um conceito.

Ex: áreas isoladas, áreas caixas, áreas caçambas.

Outro que existe pelo já citado anteriormente.

Os problemas que se colocam são:

Como existir no improviso?

Como não criar regras de improviso?

O improviso pressupõe um “não apego” ao formalismo do objeto.

Pressupõe a liberdade total e uma inventividade idem.

O que é por demais penoso ao cenário artístico brasileiro: ao mercado e à vários artistas.

Beba
maio 2009

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